sexta-feira, 11 de setembro de 2015



Ainda escuto a música que me enviou.
Teu cheiro ainda está no meu olfato,
Teu sabor não sai do meu paladar
E tudo me arrasta a você
Mesmo não querendo.
Luto em vão contra correnteza,
Tuas palavras ecoam em minha mente
E minha respiração entrecorta.
Não sei se me perco ou me acho.
Mesmo assim luto, reluto, me debato.
Sinto meu corpo tremer
E o sentimento novamente me arrasta
E me submerge.
Tento não querer enquanto todo o meu irracional deseja loucamente.
Tento desfarçar inutilmente.
Evito os teus olhos na esperança de não revelar-me ainda mais.
Mas meu corpo me denuncia.
Estou perdida.

s. luz

segunda-feira, 7 de setembro de 2015






Andamos num mundo consumido pelo caus,
Onde amores se perdem e a morte é o fim.
Sonhos são engavetados, senão jogados fora.
Onde o amor só é verdadeiro se consumado.

Onde choramos escondidos e esquecidos.
Onde a minha dor sempre é maior que a do outro,
E quem é o outro?
Não é ninguém,
Sou eu,
É você.
Seguimos em círculos às voltas do nosso próprio umbigo.
Vamos a todos os lugares e a lugar algum. 


Dizermos a todos ‘eu te amo’,mas não amamos nem a nós mesmos.
Quem foi que disse que o amor tem que ser sempre sofrido,
Não pode ser leve e correspondido?

s.luz

As noites estão cada vez mais frias.
Nenhum ouvido para ouvir minhas queixas
Nenhum ombro pra recostar a cabeça.
Meu coração esmorece.
Estou fechando janelas e portas,
Não há ninguém para entrar
E não há onde ir.
Já não tenho lágrimas pra chorar,
Também não tenho motivos para sorrir.
Um existir por existir.
Não tenho porquê nutrir amores.
Minha alma está cansada de amores que só se vão,
É como tentar abraçar o vento.
Quero dormir um sono profundo,
Sem sonhos, só dormir.
Um quase morrer.
Não existir por um momento.
Aquietar meus pensamentos,
Esquecer,
Não sentir dor nem medo.
Só por um momento.

s.luz

domingo, 6 de setembro de 2015



Abra a janela meu bem,
Ainda que que o tempo esteja tempestuoso
O sol continua no mesmo lugar
Ainda que não veja
Ou não se importe.
Não se preocupe,
De você não quero promessas
Já tive muitas
E elas nunca passaram disso…
Promessas.
Ser teu ouvido, teu ombro já me faz contente
E uma certeza te dou
Se tua confidente eu for
Guardarei tudo pra mim
Na minha caixinha azul de segredos mais que secretos
Aquela que escondo num cantinho que é só meu.
Não te preocupes meu bem
Estou aqui para te amar
Nem que seja como amigo
E isso é um favor merecido ou desmerecido.
Eu escolhi isso.
s.luz

sábado, 5 de setembro de 2015



De todos que conheço, você é meu favorito.
Só sinto que não percebas, ou talvez finja não perceber, que muitas vezes me ignore, me deixe de lado, mas tudo bem, te gosto mesmo assim.
As esperanças que eu tinha colequei em uma de minhas caixas e joguei em um canto qualquer para que não possa encontrar.
Sinto por sua dor e odeio quem a tem causado, sei que me dirá que ela foi causada por ti mesmo mas não acredito nisto.
Em algumas noites, deito ao teu lado pra sinto o cheiro dos teus cabelos bagunçados.
Um dia ainda te arranco suspiros, nem que seja os que ainda dar por ela.
Espero que consiga dormir essa noite e as próximas e que o teu céu nos amanheceres e entardeceres ganhe novas cores.

s.luz

quarta-feira, 2 de setembro de 2015


Muitos dizem que começamos a morrer no dia em que nascemos, que estamos numa contagem regressiva. 
Mas acho que começamos a morrer quando amamos realmente alguém, quando nos doamos tanto que acabamos nos perdendo, esquecermos de nós e pensamos somente no outro.
Morremos quando nos damos tanto e a tantos e quase nunca temos algo em troca.
Morremos quando nos esvaziados de nós mesmos para ter um pouco que seja do outro.
E morremos quando nosso amor não é vpercebido nem correspondido.

s. luz