Meu mundo de palavras é infinito, intenso e desmedido assim como os meus "eu te amo" não ditos.
Me afogo em meio aos meus sentimentos, e cada sentido fica o meu grito preso na garganta.
Por tantas vezes que os despi, por tantas vezes os abafei, por tantas vezes que os sufoquei em nenhuma consegui silenciá-los.
Caminhei, prossegui e muitas vezes até consegui ignorar o fervilhar das minhas emoções.
Chorei, e como chorei. Um choro calado, abafado, disfarçado e quase sempre desesperado.
Levantei e olhei pra frente e só caminhei e continuei.
Os meus "eu te amo" não ditos eu sempre os digo, mas não aos gritos, sem holofotes, sempre ao pé do ouvido, naquele ombro que tive como amigo, marido, amante, namorado, pois eu quis tudo em somente um.
Abracei outro mundo e quis fazê-lo meu, me joguei em sentimentos que não me pertenciam, acolhi sonhos alheios e tantas e tantas vezes esqueci de mim.
Porque sei ser diferente. Finjo não ligar, minto não amar, mas meu tolo coração se denuncia.
Amo como se fosse o único, me entrego como se fosse o último.
Tento tatuar em tuas impressões cada gesto meu e tudo se tona pele e cheiro e calor e emoção e amor.
Quando me dou por mim, o amor que doei me é refletido, mas quando me dou por mim tudo que me resta é somente espelho.