sexta-feira, 28 de setembro de 2018



Talvez eu me levante e me vá
Tudo que se criou em mim foram incertezas
E o muito querer tem se transformado em angústia


Queria chorar
Mas não sei se consigo
Não por falta de tristeza, isso não me falta
Mas o desânimo que me abraça  até nisso tem me sufocado
Cada momento de felicidade contigo tem se transformado em culpa
Não se deve amar assim, não acha?


E se quer saber
Te gosto pois não posso te amar
Não posso tomar-te pra mim e não posso ser sua
Talvez ria de mim e dos meus sentimentos
Talvez ainda seja criança para entender como a vida funciona


Caminho um passo por vez
Mas parada não posso ficar
A vida não pára, não nos esperar


Não lhe culpo de nada
O sentimento é meu e de mais ninguém, eu sei


Sei também que não irá lutar por nós
Também não lhe culpo


Talvez não escute mais as músicas
Ou me afogue nelas

quarta-feira, 30 de maio de 2018




Fico a me perguntar por que me fizeste sonhar
E se foi por maldade que quiseste roubar meu coração
Devolva-me...
Devolva-me a vontade de manter meus pés no chão,
A crença de que seria muito pouco provável amar novamente.

Evitei escreve
Evitei chorar
Mas minh'alma gritava enfurecidamente meu coração partido

Deves achar graça das minhas palavras
Da minha escrita errada
Desses pensamentos soltos e desconexos

Deves me achar tola, ou boba, ou burra

Deves acha que sou apenas mais uma

E o que mais me incomoda talvez seja isso
Ter sido apenas uma de uma lista

Confesso que esperei algum tipo de desculpa para o teu covarde silêncio
Esperei, esperei, esperei...

Para ti desnudei minha alma,
Ignorei alguns medos e descumpri promessas feitas a mim mesma.

Sonhei,
Sonhei sozinha mais uma vez
Chorei,
Eh, confesso que chorei

E você não se importou.

Talvez eu tenha alma de poeta
Que maximiza e hiper valoriza seus sentimentos ao pô-los em versos

Não sou poeta, mas sinto cada verso.

s.luz





Se eu esqueci você?
Claro,
Esqueci completamente
Esqueci do cheiro bom
Esqueci do olhar que me despia a alma e baixava a minha guarda.
Esqueci da mão que insistia em me provocar,
Esqueci da boca que me incendiava.

Ahh, esqueci de tudo,
Esqueci da música, da declaração,
Do filme, da mãos unidas, do beijo, daquele sorvete

Esqueci dos abraços mais que apertados,
Do cheiro dos dois perfumes misturados

Esqueci das conversar madrugada a dentro,
Do som da sua voz...

Se eu esqueci de você?
Claro,
Esqueci completamente.

s.luz