Tanto tentou que me desarmou, agora só não entendo o porque, já que não pode pertencer a mim.
Fico divagando que amor é esse que diz sentir por mim, se não é mais um sentimento de posse como outros que já tentara me levar como mero troféu,
ou se é por pura maldade que me fez amar.
Sim meu amor, quando amor digo isso a todo momento, mas quando escuto ainda me parece como uma bolha de sabão solta ao vento, tão bela e tão frágil, levada para longe por qualquer vento.
Amor são mais palavras, são ações. E eu em meus sonhos infantis, imaginei toda uma vida a dois. Mão dadas na praça, almoços em família aos domingos, fins de anos na ilha. Mas não sou eu quem estará lá, não é mesmo?
Não se importe, ade certo culpa é minha.
Tenho o grande defeito de amar mais do que sou amada e toda vez que me dou, claramente sou recusada.
Tenho o defeito de fecha meus olhos quando sou beijada, de não controlar a respiração quando tocada. Tenho o defeito de amar teu cheiro e vibrar no teu prazer, de querer mais e mais tocar a tua pele e de sentir teu gosto.
Tenho o defeito de pular em abismos que eu sempre evitei e só descobrir que estou sozinha quando já estou em queda livre.
Tenho o defeito de evitar o amor e o defeito ainda maior de me entregar a ele.
Hoje eu vejo o tempo que eu perdi tentando não te amar, ignorando teus sinais.
Agora não a mais pra onde correr, não há como recuperar o tempo, eu sou só mais um nome na sua agenda, sem pertencimento, sem adjetivos, sem apelido meloso, apenas um nome em uma agenda, só mais um nome.
Agora eu eu aqui, parada a beira do caminho sem saber que direção tomar, se sigo para uma nova direção ou se me perco de vez.
Você, aparentemente, já tomou sua decisão.

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