Como uma corda que fio a fio vai se rompendo, eu vou chegando ao meu limite.
E dentro de mim alarmes tocam e toda a minh'alma grita em completo desespero, como quem corre de um lado para o outro em busca de um escape em meio a um incêndio.
Sim, estou em chamas e há fumaça por todos os lados, minha razão já enxerga não mais nem mesmo a um palmo de distância alguma solução.
Me encolho em posição fetal num canto qualquer tentando não ser sufocada pelas minhas angústias.
Choro pois queimo, queimo de amor, de dor, sou tomada por minha intensidade e queimo.
Mas minha boca cala, não me permito nem soluços, nem suspiros, somente me abato e adoeço.
Não há que possa me ouvir ou empatizar-se com minha dor.
Lavo o rosto e me olho no espelho, porém nem um leve sorriso me vem.
Caminho como se houvessem correntes e grilhões presos aos meus pés.
Então me pergunto se tudo vale a pena, se não sou só mais uma existência sem sentido ou razão, uma formiga na imensidão de um descomunal formigueiro.

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